domingo, 26 de abril de 2009
Simone e os 50 anos de carreira....de Alvim
A reportagem é do programa da TVI Caia quem Caia onde Simone foi apanhada numa entrevista hilariante
Simone e Vitor de Sousa em Loulé - conferência "Horizontes do Futuro"
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Simone em entrevista à revista CARAS
“Tenho sido posta à prova durante toda a minha vida”
(entrevista retirada do site caras.pt. Texto de Cláudia Alegria. Destaques da responsabilidade da equipa do "O Canto de Simone")
Ao longo dos seus 71 anos, a cantora já foi vítima de violência doméstica e superou dois cancros da mama. É uma mulher de garra, de paixões assolapadas. Vive intensamente as alegrias, os sucessos, os problemas... enfim, a vida. São 71 anos de reconhecido talento para a música e para a representação, durante os quais também enfrentou muitas vicissitudes e contrariedades. A primeira foi aos 19 anos, quando percebeu que era vítima de violência doméstica. Por isso, ao fim de apenas três meses de casada, decidiu fugir de casa. Pouco depois entrou em depressão, da qual só conseguiu sair graças à música. Enfrentou duas vezes o drama do cancro da mama: o primeiro há 21 anos, o último há dois. Amarguras que nunca lhe conseguiram roubar a alegria de viver. “Adoro viver! Continuo a gostar de sair à noite, de guiar, de beber um copo”, assegurou Simone de Oliveira nesta entrevista à CARAS.
– Comemorou recentemente 50 anos de carreira, 71 de idade. Apesar de todas as contrariedades, o balanço de vida continua a ser positivo?
Simone de Oliveira – Com certeza. Uma pessoa que chega a esta idade, que tem a sorte de ser entrevistada para a CARAS, é estar no pico do mundo! [risos] Têm sido 70 anos muito bons, misturados com alguns balanços de saúde menos positivos, mas, uma vez mais, ultrapassados. Estou convencida de que tenho uma ‘estrelinha’ que me tem apoiado. Não digo que seja Deus, porque não vou muito por aí...
– Mas é católica?
– Sim, mas não sou praticante. Sou baptizada, fiz a Comunhão Solene e o Crisma, e, infelizmente, casei-me pela Igreja.
– Infelizmente porquê?
– Porque mais tarde isso me impediu de muitas coisas, inclusivamente de baptizar os filhos que tive posteriormente, noutra relação. Tive de esperar dez anos para que eles não ficassem com o nome do meu primeiro marido.
– Sente que tem sido constantemente posta à prova?
– Sinto. Aliás, começou muito lá atrás...
– Com uma depressão aos 19 anos, por causa do seu primeiro casamento…
– Sim, fui vítima de violência doméstica. Casei-me aos 19 anos, mas separei-me logo. Tive medo e fugi. Hoje fala-se muito de violência doméstica, mas há 50 anos toda a gente tinha vergonha de falar nisso e medo de voltar para casa. Mas eu tive a sorte de ter um pai e uma mãe brilhantes.
– Há dois anos descobriu outro tumor maligno na mama, 20 anos depois de ter combatido o primeiro. Sentiu diferenças na forma como foi tratada?
- Senti diferença no método e na forma de tratamento. Há 20 anos fiz 50 sessões de radioterapia e desta vez fiz mais 35. Agora entrei numa espécie de nave espacial, com raios laser e portas de aço, da outra vez entrei numa casinha, deitei-me numa marquesa com um aparelho muito grande por cima de mim, e a única coisa que ouvia era o bater do meu coração e o tiquetaque do relógio. A senhora que trabalhava naquele consultório disse-me que um dia havia de morrer de cancro, e morreu, porque a sala não tinha protecção nenhuma... Desta última vez fiz os tratamentos durante as gravações de uma telenovela, porque não me senti agoniada nem maldisposta.
– Chorou nessa altura?
– Não, desta vez não chorei. Da outra vez chorei duas vezes violentamente, uma delas agarrada às mãos do meu filho. Eu fujo à frente do medo! Nunca deixei de fazer os exames de seis em seis meses, mas a verdade é que das duas vezes fui eu quem se apercebeu de que algo estava errado, o que os médicos acabaram por confirmar. Tenho tido muita sorte... Desejava ardentemente que todas as mulheres que passam por isto tivessem sempre a sorte que eu tenho tido. Claro que cada tumor é um tumor, cada pessoa é uma pessoa, mas também acredito muito na força da nossa mente.
– Com uma vida tão rica, o que lhe falta ainda fazer?
– Morrer... Tenho 71 anos, dois filhos, quatro netos, tenho os prémios todos deste país, as condecorações, continuo a ter a voz óptima, um cabelo maravilhoso... Um dia destes saio de casa, levo com um tijolo na cabeça, e acordo a cantar a Desfolhada para o São Pedro. O que me falta fazer? Já não vou ter uma casa com piscina, nem ganhar discos de platina ou tão-pouco cantar mais 50 anos e viver mais 70.
– Continua a deixar o candeeiro da sua sala aceso, como passou a fazer desde que o seu marido, Varela Silva, morreu?
– Sim, continua aceso nesta altura, mas um dia destes perco esse hábito.
– Já tentou fazê-lo?
– Já, mas depois chego à rua e acabo por voltar atrás para o acender.
– Sente o peso da solidão?
– Há ocasiões. Eu sou naturalmente uma pessoa solitária, embora tenha muitos amigos à minha volta. Vivo sozinha e às vezes não é muito confortável chegar às 11h da noite e pensar que me pode acontecer alguma coisa e não ter tempo de chegar à porta...
– Nunca ponderou voltar a partilhar a sua vida com alguém?
– Tenho uma casa de duas assoalhadas. Se entrasse alguém por uma porta, eu teria de sair por outra! [risos] Não viveria jamais com ninguém.
– Jamais?
– Estou tão bem assim... Saio com quem quero, almoço e janto com quem quero... Vivi 33 anos com o Varela, 17 dos quais maritalmente... Não voltaria a viver dentro da mesma casa com outro homem. Tinha de ser alguém alto, bonito, com uma idade compatível com a minha, inteligente, rico, não chato, e viúvo ou divorciado, para poder estar comigo calmamente. Não dava muito jeito agora ter de andar a fugir de porta em porta... Já o fiz há muitos anos, não tenho vergonha nenhuma de o dizer. Mas com esta idade, ainda por cima com uma prótese da anca, tinha que andar de bengala rua acima rua abaixo, não dava jeito nenhum!
quarta-feira, 15 de abril de 2009
"Porque É Que Nunca Ganhámos A Eurovisão?" - espectáculo com Simone
Simone e Amália @Piano Bar
domingo, 12 de abril de 2009
Simone - Os Gatos
O espectáculo é a Vez e a Voz, espectáculo de comemoração dos 25 anos de carreira de Simone
segunda-feira, 6 de abril de 2009
40 anos de Desfolhada - Simone no "Uma canção para ti - 2009"
quarta-feira, 25 de março de 2009
40 anos de desfolhada - Histórias do festival
O festival realizou-se nesse ano no Teatro Municipal de S.Luís e foi apresentado pela actriz Lourdes Norberto, que foi muito criticada pela imprensa da época tendo fechado o evento a fadista Maria Teresa de Noronha."
Notícia retirada do site: http://tv1.rtp.pt/noticias
40 anos com Desfolhada - Simone nos anos 80
Simone participa num espectáculo de homenagem a Hermínia Silva. No vídeo a Desfolhada num tom de fado. A sensualidade e a interpretação próprias de uma artista chamada Simone
sexta-feira, 20 de março de 2009
40 anos de desfolhada - Madrid
Uns dias antes Simone ganhava o festival no Teatro S.Luiz, em Lisboa.
Como a própria afirma, "sabia muito mal o poema e vi quem não deveria ter visto na plateia. Podia ter dado para fugir...."
Depois de Madrid, o país mergulha em estado de "Simonite". Os muitos concertos levam a que, em poucas semanas, Simone perca a voz que a tornou a menina dos festivais
domingo, 15 de março de 2009
40 anos de Desfolhada - A visão de Espanha

40 anos de Desfolhada - O poema
Corpo de linho
lábios de mosto
meu corpo lindo
meu fogo posto.
Eira de milho
luar de Agosto
quem faz um filho
fá-lo por gosto.
É milho-rei
milho vermelho
cravo de carne
bago de amor
filho de um rei
que sendo velho
volta a nascer
quando há calor.
Minha palavra dita à luz do sol nascente
meu madrigal de madrugada
amor amor amor amor amor presente
em cada espiga desfolhada.
Minha raiz de pinho verde
meu céu azul tocando a serra
oh minha água e minha sede
oh mar ao sul da minha terra.
É trigo loiro
é além tejo
o meu país
neste momento
o sol o queima
o vento o beija
seara louca em movimento.
Minha palavra dita à luz do sol nascente
meu madrigal de madrugada
amor amor amor amor amor presente
em cada espiga desfolhada.
Olhos de amêndoa
cisterna escura
onde se alpendra
a desventura.
Moira escondida
moira encantada
lenda perdida
lenda encontrada.
Oh minha terra
minha aventura
casca de noz
desamparada.
Oh minha terra
minha lonjura
por mim perdida
por mim achada.
letra de José Carlos Ary dos Santos
sexta-feira, 13 de março de 2009
40 anos de Desfolhada - o vinil

No vinil de Simone do festival de 69 as músicas eram:
Desfolhada Portuguesa
Cinco quadras Cinco Pedras
Ave-Maria do Povo (considerada como uma das mais políticas do reportório de Simone)
quarta-feira, 11 de março de 2009
40 anos de Desfolhada - O vídeo do festival RTP da canção
O video é bastante conhecido. Corresponde à interpretação de Simone no festival RTP da canção que conduziu ao primeir lugar nesse ano.
A interpretação depois da vitória, ao contrário do que publicamos não existe na RTP. Vários foram os momentos da carreira de Simone que perdemos rasto. Mas a memória dos seus admiradores permite transmitir aos mais novos partes dessas memórias.
Obrigado pelo vosso contributo
sexta-feira, 6 de março de 2009
40 anos de Desfolhada - A canção mais mobilizadora e entusiasmante do festival

quinta-feira, 5 de março de 2009
40 anos de Desfolhada - #3 - Simone e a "Desfolhada"

quarta-feira, 4 de março de 2009
40 anos de Desfolhada - #2 - Deshojada
Imagem retirada do site http://esc1969.no.sapo.pt/En 1969, Eurovisión en Madrid. Simone de Oliveira vuelve a intentarlo por Portugal con "Desfolhada" ("Deshojada"). El título original de la canción sonaba tan mal en la España de Franco, que automáticamente fue traducida al castellano. Así, en el rótulo se puso "Deshojada", y Uribarri, que se estrenaba ese año como comentarista de Eurovisión, tampoco se atrevió a pronunciar el título en portugués. El tema quedó en el anteúltimo puesto.
segunda-feira, 2 de março de 2009
40 anos de desfolhada #1
foto retirada do blog http://festivaistv.home.sapo.pt/"Mãe, cante bem. Cante para mim"
(Pedido feito pela filha da Simone antes do festival)
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Simone 1969 - 40 anos de Desfolhada

Março de 1969 - O festival RTP da canção desse ano ficaria marcado pela canção de José Carlos Ary dos Santos e de Nuno Nazareth Fernandes - A Desfolhada.
Escrita, numa primeira fase para Amália Rodrigues, teve como primeira escolha Elisa Lisboa e como segunda escolha Madalena Iglésias.
Mas foi Simone que lhe deu vida e voz no palco do teatro S.Luiz e no teatro real de Madrid. O verso "Quem faz um filho fá-lo por gosto" foi cantado de tal forma que chegou aos dias de hoje.
A foto (retirada do blog Rua dos dias que voam), mostra a Simone desse ano
Este vai ser o mês da DESFOLHADA aqui no Canto de Simone.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
“É a nossa maior diva.” – Simone de Oliveira em entrevista exclusiva à revista TV Guia – 2ª parte
Que foi uma consequência de…
… violência doméstica. De um casamento de onde fugi por violência doméstica. Foi um tratamento que foi preciso inventar ao tempo – a minha filha vai fazer 50 anos, e não é certamente dessa ligação –, pois não havia nada. Quero dizer, não havia o que há hoje, a psiquiatria, a psicologia, o Xanax, os Prozacs…
Não quer falar, e eu, evidentemente, respeito isso. Mas foi uma violência muito marcante?
Eu fugi.
Foram três meses. O casamento durou três meses…
Sim. Talvez nem tanto.
Mas casou-se por amor?
Acho que sim. Devia estar um bocadinho distraída. Repare: você ponha isto há cinquenta anos. Tinha 19 anos quando casei. E as mulheres casavam e tinham filhos e ficavam em casa a tomar conta das crianças…
… e era esse o seu objectivo de vida, aos 19 anos?
Não, eu teria sido… [pausa] Nunca pensei cantar. Jamais, em tempo algum. O meu sonho era ser professora de Germânicas.
Namoravam, casavam e tinham uma vida tranquila. Era esse o sonho das mulheres de então?
Era o objectivo de qualquer rapariga de 18 anos, daquela altura, em 1956. Uma vida pequeno-burguesa. O meu pai era chefe de uma fábrica, não era português. Talvez daí o meu lado um bocado diferente de uma mulher completamente portuguesa. O meu pai era um homem verdadeiramente extraordinário, brilhante. O meu pai era, e ainda é, o homem.
Como é que o seu pai reagiu quando soube que a sua filha ia casar-se aos 19 anos?
Tranquilamente. Naquela altura era normal. Era normal casar-se pela Igreja… Haveria já uns casamentos civis, mas muito poucos, muito poucos.
Portanto, casou pela Igreja?
Casei, casei. Em 1957, ou 56, já nem me lembro!
Esta é a 2ª parte de uma grande entrevista de Simone de Oliveira à TV Guia da semana de 13/02/09 a 19/02/09. Pedimos desculpa pela qualidade das fotografias mas foi a única maneira de as podermos partilhar convosco. Esperamos compreensão.
Imprensa - Simone - "Confesso que vivi"
A editora da revista anunciava, assim, a entrevista
"Palavras para quê, é uma artista portuguesa que todos conhecem. Todos, talvez não... As gerações mais novas não têm essa sorte. O meio artístico português é cruel para com os consagrado. Simone de Oliveira está na nossa capa e está muito bem" (Maria José G. Sousa)
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Canto de Simone - Era o verde
Era o verde
Era o verde
Que havia no teu olhar
Que de tão verde e brilhante
em tudo se parecia
Com outro verde que havia
No mar, no céu,
na maresia
Daquela terra distante
Era o verde
Era o verde
Que havia no teu olhar
Era a terra
Era a terra
Que entrava naquela casa
Onde janelas imensas
Sem cortinas penduradas
Rasgam paredes caiadas
E o amor é guarda-vento
Nas portas escancaradas
Era a terra
Era a terra
Que entrava naquela casa
Era a força
Era a força
Por dentro da madrugada
Ela sim, senhora e dona
De mandar embora o vento
Daquela casa encantada
Onde o Sol para se aquecer
Ficou a morar na escada
Era a força
Era a força
Por dentro da madrugada
E assim a gaivota filha
Parida deste sonhar
que tem sido a minha vida
É a terra e mais a força
Tem verde mar no olhar
É o meu país saudade
A crescer noutro lugat
Ai a terra
Ai a força
Ai o verde
Ai o mar
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Discos de Simone - À Tua Espera
Lado 1À Tua Espera
(ToZé Brito/Pedro Brito)
Canção concorrente ao Festival O.T.I. 1980
Lado 2
Te Espero
(ToZé Brito/Pedro Brito/A. Garrido)
Fialho Gouveia, jornalista da RTP que acompanhou Simone no Festival O.T.I. 1980, contava que durante o ensaio geral, depois de Simone ter cantado "À Tua Espera" a orquestra não se conteve e levantou-se para aplaudi-la. Sempre a nossa Simone!
À Tua Espera
Primeiro são os teus passos pela escada.
A madeira a dizer-me que chegaste.
Depois a porta a pouco e pouco aberta.
“É a nossa maior diva.” – Simone de Oliveira em entrevista exclusiva à revista TV Guia – 1ª parte
“Aos 71 anos, Simone de Oliveira faz revelações únicas
“Adoro viver!”
É a nossa maior diva. Com uma franqueza desarmante, fala de tudo. A violência doméstica que sofreu do primeiro marido, recorda o “lindíssimo” cardeal Ribeiro, as traições de Henrique Mendes, a morte de Varela e a luta contra o cancro
Os portugueses habituaram-se a ouvi-la falar sem medo das palavras. Em 51 anos de carreira, já provou que é um exemplar irrepetível, uma mulher única que aprendemos a admirar. Já fez teatro, cinema, televisão e é senhora de uma voz carregada de alma. E tem sido, desde sempre, um exemplo. Ela perdeu o peito, o marido, teve de substituir a anca e, mesmo assim, dá-nos um testemunho incrível de vida. Nesta entrevista, fala disso tudo, mas também de temas que têm sido tabu: a violência doméstica no primeiro casamento, a relação com Henrique Mendes e até as confidências com o cardeal Ribeiro.
Nesta semana, na terça-feira, 11, Simone de Oliveira fez 71 anos. Com a coragem e a frontalidade que se lhe reconhecem, aceitou falar para a TV Guia e recordar algumas das pessoas e dos acontecimentos mais marcantes da sua vida. Ela sabe que desperta paixões e ódios e que dificilmente alguém lhe fica indiferente. Esta entrevista é uma lição de frontalidade. Obrigado, Simone!
Se agora, por artes de mágica, pudesse voltar atrás, voltava a fazer tudo de novo?
Praticamente tudo. Não sou pessoa de me arrepender. Reconheço que haveria meia dúzia de coisas que teria burilado. [Simone segura, neste momento, uma moldura em que aparece, com pouco mais de 20 anos, e outra, tirada na actualidade.] Repare que aqui, em mais nova, tenho uma cara triste. Sou hoje muito mais alegre do que era nesta altura. Nesta altura, tive uma vida muito, muito complicada.
É possível ser-se triste aos vinte e poucos anos?
Se tivesse passado você por aquilo que eu passei…
E por que é que passou?
São histórias de que eu não falo, como costumo dizer. Comecei a cantar por receita médica!”
Esta é a 1ª parte de uma grande entrevista de Simone de Oliveira à TV Guia da semana de 13/02/09 a 19/02/09. Pedimos desculpa pela qualidade das fotografias mas foi a única maneira de as podermos partilhar convosco. Esperamos compreensão.
Conversas de Camarim - Montijo
Imagem retirada do blog famafest06.blogspot.comsegunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Foto de Simone - 45 anos de carreira - espectáculo RTP
Foto retirada da Internet
