segunda-feira, 6 de abril de 2009
40 anos de Desfolhada - Simone no "Uma canção para ti - 2009"
quarta-feira, 25 de março de 2009
40 anos de desfolhada - Histórias do festival
O festival realizou-se nesse ano no Teatro Municipal de S.Luís e foi apresentado pela actriz Lourdes Norberto, que foi muito criticada pela imprensa da época tendo fechado o evento a fadista Maria Teresa de Noronha."
Notícia retirada do site: http://tv1.rtp.pt/noticias
40 anos com Desfolhada - Simone nos anos 80
Simone participa num espectáculo de homenagem a Hermínia Silva. No vídeo a Desfolhada num tom de fado. A sensualidade e a interpretação próprias de uma artista chamada Simone
sexta-feira, 20 de março de 2009
40 anos de desfolhada - Madrid
Uns dias antes Simone ganhava o festival no Teatro S.Luiz, em Lisboa.
Como a própria afirma, "sabia muito mal o poema e vi quem não deveria ter visto na plateia. Podia ter dado para fugir...."
Depois de Madrid, o país mergulha em estado de "Simonite". Os muitos concertos levam a que, em poucas semanas, Simone perca a voz que a tornou a menina dos festivais
domingo, 15 de março de 2009
40 anos de Desfolhada - A visão de Espanha

40 anos de Desfolhada - O poema
Corpo de linho
lábios de mosto
meu corpo lindo
meu fogo posto.
Eira de milho
luar de Agosto
quem faz um filho
fá-lo por gosto.
É milho-rei
milho vermelho
cravo de carne
bago de amor
filho de um rei
que sendo velho
volta a nascer
quando há calor.
Minha palavra dita à luz do sol nascente
meu madrigal de madrugada
amor amor amor amor amor presente
em cada espiga desfolhada.
Minha raiz de pinho verde
meu céu azul tocando a serra
oh minha água e minha sede
oh mar ao sul da minha terra.
É trigo loiro
é além tejo
o meu país
neste momento
o sol o queima
o vento o beija
seara louca em movimento.
Minha palavra dita à luz do sol nascente
meu madrigal de madrugada
amor amor amor amor amor presente
em cada espiga desfolhada.
Olhos de amêndoa
cisterna escura
onde se alpendra
a desventura.
Moira escondida
moira encantada
lenda perdida
lenda encontrada.
Oh minha terra
minha aventura
casca de noz
desamparada.
Oh minha terra
minha lonjura
por mim perdida
por mim achada.
letra de José Carlos Ary dos Santos
sexta-feira, 13 de março de 2009
40 anos de Desfolhada - o vinil

No vinil de Simone do festival de 69 as músicas eram:
Desfolhada Portuguesa
Cinco quadras Cinco Pedras
Ave-Maria do Povo (considerada como uma das mais políticas do reportório de Simone)
quarta-feira, 11 de março de 2009
40 anos de Desfolhada - O vídeo do festival RTP da canção
O video é bastante conhecido. Corresponde à interpretação de Simone no festival RTP da canção que conduziu ao primeir lugar nesse ano.
A interpretação depois da vitória, ao contrário do que publicamos não existe na RTP. Vários foram os momentos da carreira de Simone que perdemos rasto. Mas a memória dos seus admiradores permite transmitir aos mais novos partes dessas memórias.
Obrigado pelo vosso contributo
sexta-feira, 6 de março de 2009
40 anos de Desfolhada - A canção mais mobilizadora e entusiasmante do festival

quinta-feira, 5 de março de 2009
40 anos de Desfolhada - #3 - Simone e a "Desfolhada"

quarta-feira, 4 de março de 2009
40 anos de Desfolhada - #2 - Deshojada
Imagem retirada do site http://esc1969.no.sapo.pt/En 1969, Eurovisión en Madrid. Simone de Oliveira vuelve a intentarlo por Portugal con "Desfolhada" ("Deshojada"). El título original de la canción sonaba tan mal en la España de Franco, que automáticamente fue traducida al castellano. Así, en el rótulo se puso "Deshojada", y Uribarri, que se estrenaba ese año como comentarista de Eurovisión, tampoco se atrevió a pronunciar el título en portugués. El tema quedó en el anteúltimo puesto.
segunda-feira, 2 de março de 2009
40 anos de desfolhada #1
foto retirada do blog http://festivaistv.home.sapo.pt/"Mãe, cante bem. Cante para mim"
(Pedido feito pela filha da Simone antes do festival)
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Simone 1969 - 40 anos de Desfolhada

Março de 1969 - O festival RTP da canção desse ano ficaria marcado pela canção de José Carlos Ary dos Santos e de Nuno Nazareth Fernandes - A Desfolhada.
Escrita, numa primeira fase para Amália Rodrigues, teve como primeira escolha Elisa Lisboa e como segunda escolha Madalena Iglésias.
Mas foi Simone que lhe deu vida e voz no palco do teatro S.Luiz e no teatro real de Madrid. O verso "Quem faz um filho fá-lo por gosto" foi cantado de tal forma que chegou aos dias de hoje.
A foto (retirada do blog Rua dos dias que voam), mostra a Simone desse ano
Este vai ser o mês da DESFOLHADA aqui no Canto de Simone.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
“É a nossa maior diva.” – Simone de Oliveira em entrevista exclusiva à revista TV Guia – 2ª parte
Que foi uma consequência de…
… violência doméstica. De um casamento de onde fugi por violência doméstica. Foi um tratamento que foi preciso inventar ao tempo – a minha filha vai fazer 50 anos, e não é certamente dessa ligação –, pois não havia nada. Quero dizer, não havia o que há hoje, a psiquiatria, a psicologia, o Xanax, os Prozacs…
Não quer falar, e eu, evidentemente, respeito isso. Mas foi uma violência muito marcante?
Eu fugi.
Foram três meses. O casamento durou três meses…
Sim. Talvez nem tanto.
Mas casou-se por amor?
Acho que sim. Devia estar um bocadinho distraída. Repare: você ponha isto há cinquenta anos. Tinha 19 anos quando casei. E as mulheres casavam e tinham filhos e ficavam em casa a tomar conta das crianças…
… e era esse o seu objectivo de vida, aos 19 anos?
Não, eu teria sido… [pausa] Nunca pensei cantar. Jamais, em tempo algum. O meu sonho era ser professora de Germânicas.
Namoravam, casavam e tinham uma vida tranquila. Era esse o sonho das mulheres de então?
Era o objectivo de qualquer rapariga de 18 anos, daquela altura, em 1956. Uma vida pequeno-burguesa. O meu pai era chefe de uma fábrica, não era português. Talvez daí o meu lado um bocado diferente de uma mulher completamente portuguesa. O meu pai era um homem verdadeiramente extraordinário, brilhante. O meu pai era, e ainda é, o homem.
Como é que o seu pai reagiu quando soube que a sua filha ia casar-se aos 19 anos?
Tranquilamente. Naquela altura era normal. Era normal casar-se pela Igreja… Haveria já uns casamentos civis, mas muito poucos, muito poucos.
Portanto, casou pela Igreja?
Casei, casei. Em 1957, ou 56, já nem me lembro!
Esta é a 2ª parte de uma grande entrevista de Simone de Oliveira à TV Guia da semana de 13/02/09 a 19/02/09. Pedimos desculpa pela qualidade das fotografias mas foi a única maneira de as podermos partilhar convosco. Esperamos compreensão.
Imprensa - Simone - "Confesso que vivi"
A editora da revista anunciava, assim, a entrevista
"Palavras para quê, é uma artista portuguesa que todos conhecem. Todos, talvez não... As gerações mais novas não têm essa sorte. O meio artístico português é cruel para com os consagrado. Simone de Oliveira está na nossa capa e está muito bem" (Maria José G. Sousa)
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Canto de Simone - Era o verde
Era o verde
Era o verde
Que havia no teu olhar
Que de tão verde e brilhante
em tudo se parecia
Com outro verde que havia
No mar, no céu,
na maresia
Daquela terra distante
Era o verde
Era o verde
Que havia no teu olhar
Era a terra
Era a terra
Que entrava naquela casa
Onde janelas imensas
Sem cortinas penduradas
Rasgam paredes caiadas
E o amor é guarda-vento
Nas portas escancaradas
Era a terra
Era a terra
Que entrava naquela casa
Era a força
Era a força
Por dentro da madrugada
Ela sim, senhora e dona
De mandar embora o vento
Daquela casa encantada
Onde o Sol para se aquecer
Ficou a morar na escada
Era a força
Era a força
Por dentro da madrugada
E assim a gaivota filha
Parida deste sonhar
que tem sido a minha vida
É a terra e mais a força
Tem verde mar no olhar
É o meu país saudade
A crescer noutro lugat
Ai a terra
Ai a força
Ai o verde
Ai o mar
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Discos de Simone - À Tua Espera
Lado 1À Tua Espera
(ToZé Brito/Pedro Brito)
Canção concorrente ao Festival O.T.I. 1980
Lado 2
Te Espero
(ToZé Brito/Pedro Brito/A. Garrido)
Fialho Gouveia, jornalista da RTP que acompanhou Simone no Festival O.T.I. 1980, contava que durante o ensaio geral, depois de Simone ter cantado "À Tua Espera" a orquestra não se conteve e levantou-se para aplaudi-la. Sempre a nossa Simone!
À Tua Espera
Primeiro são os teus passos pela escada.
A madeira a dizer-me que chegaste.
Depois a porta a pouco e pouco aberta.
“É a nossa maior diva.” – Simone de Oliveira em entrevista exclusiva à revista TV Guia – 1ª parte
“Aos 71 anos, Simone de Oliveira faz revelações únicas
“Adoro viver!”
É a nossa maior diva. Com uma franqueza desarmante, fala de tudo. A violência doméstica que sofreu do primeiro marido, recorda o “lindíssimo” cardeal Ribeiro, as traições de Henrique Mendes, a morte de Varela e a luta contra o cancro
Os portugueses habituaram-se a ouvi-la falar sem medo das palavras. Em 51 anos de carreira, já provou que é um exemplar irrepetível, uma mulher única que aprendemos a admirar. Já fez teatro, cinema, televisão e é senhora de uma voz carregada de alma. E tem sido, desde sempre, um exemplo. Ela perdeu o peito, o marido, teve de substituir a anca e, mesmo assim, dá-nos um testemunho incrível de vida. Nesta entrevista, fala disso tudo, mas também de temas que têm sido tabu: a violência doméstica no primeiro casamento, a relação com Henrique Mendes e até as confidências com o cardeal Ribeiro.
Nesta semana, na terça-feira, 11, Simone de Oliveira fez 71 anos. Com a coragem e a frontalidade que se lhe reconhecem, aceitou falar para a TV Guia e recordar algumas das pessoas e dos acontecimentos mais marcantes da sua vida. Ela sabe que desperta paixões e ódios e que dificilmente alguém lhe fica indiferente. Esta entrevista é uma lição de frontalidade. Obrigado, Simone!
Se agora, por artes de mágica, pudesse voltar atrás, voltava a fazer tudo de novo?
Praticamente tudo. Não sou pessoa de me arrepender. Reconheço que haveria meia dúzia de coisas que teria burilado. [Simone segura, neste momento, uma moldura em que aparece, com pouco mais de 20 anos, e outra, tirada na actualidade.] Repare que aqui, em mais nova, tenho uma cara triste. Sou hoje muito mais alegre do que era nesta altura. Nesta altura, tive uma vida muito, muito complicada.
É possível ser-se triste aos vinte e poucos anos?
Se tivesse passado você por aquilo que eu passei…
E por que é que passou?
São histórias de que eu não falo, como costumo dizer. Comecei a cantar por receita médica!”
Esta é a 1ª parte de uma grande entrevista de Simone de Oliveira à TV Guia da semana de 13/02/09 a 19/02/09. Pedimos desculpa pela qualidade das fotografias mas foi a única maneira de as podermos partilhar convosco. Esperamos compreensão.
Conversas de Camarim - Montijo
Imagem retirada do blog famafest06.blogspot.comsegunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Foto de Simone - 45 anos de carreira - espectáculo RTP
Foto retirada da InternetSabes
Poema de Alexandre O'neill
Sabes...sabes cada manhã o amor desperta
Sabes...as lágrimas o tempo consigo as leva
Sabes...depois do Inverno vem a Primavera
Sabes...teu perfume já esqueci
e nem recordo a cor...que vi nesses olhos
que tanto pra mim olharam
quando tu me enlaçavas
com as tuas mãos
e eu era uma menina
quando ao sentir-te perto
chegava a noite... me fazia pequenina
Sabes, hoje a tua lembrança já não me faz mal
Sabes, teu perfume já esqueci
e nem recordo a cor
que vi nesses olhos
que tanto pra mim olharam
quando tu me enlaçavas
com as tuas mãos
e eu era uma menina
quando ao sentir-te perto
chegava a noite
me fazia pequenina.
Nunca Ninguém Sabe - A batalha contra o Cancro
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Canto de Simone - Não me vás deixar
David Mourão Ferreira - Jacques Brel
Não me vás deixar
importa esquecer
trata de esquecer
o que há-de passar
esquecer o tempo
dos mal-entendidos
e o tempo perdido
em busca do vento
esquecer de vez
o que sem parar
nos tenta matar
com tantos porquês
Não me vás deixar
Não me vás deixar
Não me vás deixar
Não me vás deixar
Por mim te darei
pérolas de chuva
dum país sem chuva
que nem água tem
deixarei tesouros
depois de morrer
para tudo te encher
de luzes e de ouro
um reino farei
onde a murmurar
de sempre te amar
só tu serás rei
Não me vás deixar
Não me vás deixar
Não me vás deixar
Não me vás deixar
Não me vás deixar
inventar-te-ei
palavras que nem
se podem escutar
e falar-te-ei
de quem por amor
destrói o terror
de todas as leis
e a história de um rei
morto de pesar
por não me encontrar
também encontrei
Não me vás deixar
Não me vás deixar
Não me vás deixar
Não me vás deixar
Já mesmo se viu
do fundo de um mar
que nunca existiu
o fogo brotar
acontece enfim
um campo queimado
dá um perigo mais grave
que o melhor Abril
e ao cair da tarde
vão-se misturar
sob o céu que arde
tantas cores aos pares
Não me vás deixar
Não me vás deixar
Não me vás deixar
Não me vás deixar
Não me vás deixar
nada te direi
nem chorar já sei
vou ali ficar
dali te verei
dançar e sorrir
e escutar-te-ei
a cantar e a rir
até me sentir
sombra de uma sombra
que há na tua mão
sombra do teu cão
Não me vás deixar
Não me vás deixar
Não me vás deixar
Não me vás deixar
in Perfil de Simone de Oliveira
in Simone ao vivo no Hotel Altis
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Simone - A menina dos festivais - 1964 - Olhos nos Olhos
Música: Carlos Canelhas
Letra: António Antão
sábado, 7 de fevereiro de 2009
As novelas de Simone - Tu e Eu
Simone participa na novela Tu e Eu da TVI. Nesta produção ela é Raquel Silva Reis
No site da TVI, a personagem é assim definida:
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Simone deixa vida artística em 6 meses para ir para África
Imagem retirada do site www.diasquevoam.blogspot.com





